terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Somos Nós que temos que mudar...


Precisa-se de matéria-prima para construir um PaísA crença geral anterior era de que Santana Lopes não servia, bem como Cavaco, Durão e Guterres. Agora dizemos que Sócrates não serve. E o que vier depois de Sócrates também não servirá para nada. Por isso começo a suspeitar que o problema não está no trapalhão que foi Santana Lopes ou na farsa que é o Sócrates. O problema está em nós.

Nós como povo.

Nós como matéria-prima de um país. Porque pertenço a um país onde a ESPERTEZA é a moeda sempre valorizada, tanto ou mais do que o euro. Um país onde ficar rico da noite para o dia é uma virtude mais apreciada do que formar uma família baseada em valores e respeito aos demais. Pertenço a um país onde, lamentavelmente, os jornais jamais poderão ser vendidos como em outros países, isto é, pondo umas caixas nos passeios onde se paga por um só jornal E SE TIRA UM SÓ JORNAL, DEIXANDO-SE OS DEMAIS ONDE ESTÃO.Pertenço ao país onde as EMPRESAS PRIVADAS são fornecedoras particulares dos seus empregados pouco honestos, que levam para casa, como se fosse correcto, folhas de papel, lápis, canetas, clips e tudo o que possa ser útil para os trabalhos de escola dos filhos ... e para eles mesmos. Pertenço a um país onde as pessoas se sentem espertas porque conseguiram comprar um descodificador falso da TV Cabo, onde se defrauda a declaração de IRS para não pagar ou pagar menos impostos.Pertenço a um país onde a falta de pontualidade é um hábito.Onde os directores das empresas não valorizam o capital humano.Onde há pouco interesse pela ecologia, onde as pessoas atiram lixo nas ruas e depois reclamam do governo por não limpar os esgotos.Onde pessoas se queixam que a luz e a água são serviços caros.Onde não existe a cultura pela leitura (onde os nossos jovens dizem que é "muito chato ter que ler") e não há consciência nem memória política, histórica nem económica. Onde nossos políticos trabalham dois dias por semana para aprovar projectos e leis que só servem para caçar os pobres, arreliar a classe média e beneficiar a alguns.Pertenço a um país onde as cartas de condução e as declarações médicas podem ser "compradas", sem se fazer qualquer exame.Um país onde uma pessoa de idade avançada, ou uma mulher com uma criança nos braços, ou um inválido, fica em pé no autocarro, enquanto a pessoa que está sentada finge que dorme para não dar-lhe o lugar. Um país no qual a prioridade de passagem é para o carro e não para o peão. Um país onde fazemos muitas coisas erradas, mas estamos sempre a criticar os nossos governantes.Quanto mais analiso os defeitos de Santana Lopes e de Sócrates, melhor me sinto como pessoa, apesar de que ainda ontem corrompi um guarda de trânsito para não ser multado.Quanto mais digo o quanto o Cavaco é culpado, melhor sou eu como português, apesar de que ainda hoje pela manhã explorei um cliente que confiava em mim, o que me ajudou a pagar algumas dívidas. Não. Não. Não. Já basta.
Como "matéria prima" de um país, temos muitas coisas boas, mas falta muito para sermos os homens e as mulheres que nosso país precisa. Esses defeitos, essa "CHICO-ESPERTERTICE PORTUGUESA" congénita, essa desonestidade em pequena escala, que depois cresce e evolui até converter-se em casos escandalosos na política, essa falta de qualidade humana, mais do que Santana, Guterres, Cavaco ou Sócrates, é que é real e honestamente ruim, porque todos eles são portugueses como nós, ELEITOS POR NÓS. Nascidos aqui, não em outra parte.

Fico triste. Porque, ainda que Sócrates fosse embora hoje mesmo, o próximo que o suceder terá que continuar trabalhando com a mesma matéria prima defeituosa que, como povo, somos nós mesmos. E não poderá fazer nada... Não tenho nenhuma garantia de que alguém possa fazer melhor, mas enquanto alguém não sinalizar um caminho destinado a erradicar primeiro os vícios que temos como povo, ninguém servirá. Nem serviu Santana, nem serviu Guterres, não serviu Cavaco, e nem serve Sócrates, nem servirá o que vier. Qual é a alternativa?Precisamos de mais um ditador, para que nos faça cumprir a lei com a força e por meio do terror? Aqui faz falta outra coisa.E enquanto essa "outra coisa" não comece a surgir de baixo para cima, ou de cima para baixo, ou do centro para os lados, ou como queiram, seguiremos igualmente condenados, igualmente estancados....igualmente abusados!É muito bom ser português. Mas quando essa portugalidade autóctone começa a ser um empecilho às nossas possibilidades de desenvolvimento como Nação, então tudo muda...Não esperemos acender uma vela a todos os santos, a ver se nos mandam um messias.Nós temos que mudar. Um novo governante com os mesmos portugueses nada poderá fazer. Está muito claro... Somos nós que temos que mudar. Sim, creio que isto encaixa muito bem em tudo o que anda a nos acontecer: desculpamos a mediocridade de programas de televisão nefastos e francamente tolerantes com o fracasso. É a indústria da desculpa e da estupidez.
Agora, depois desta mensagem, francamente decidi procurar o responsável, não para castigá-lo, senão para exigir-lhe (sim, exigir-lhe) que melhore seu comportamento e que não se faça de mouco, de desentendido. Sim, decidi procurar o responsável e ESTOU SEGURO QUE O ENCONTRAREI QUANDO ME OLHAR NO ESPELHO. AÍ ESTÁ. NÃO PRECISO PROCURÁ-LO EM OUTRO LADO.
Tomei a liberdade de complementar este texto com um video que é um exemplo de toda verdade que aqui está descrita.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Faz hoje anos que morreu...


Camões descrevia-o como "...quase agigantado, cabelo castanho e mui comprido, a boca grossa, o rosto e o nariz comprido. Todas as suas cousas foram cheias de majestade e grandez e ânimo."
Por mais programas televisivos que façam para tentar escolher outro, ele será sempre a maior figura de todos os tempos, graças a ele somos um Pais. Se fosse vivo ficaria orgulhoso de sermos independentes e soberanos mas ficaria triste ao ver um povo acomodado, sem ânimo, pessimista e com tanta falta de orgulho naquilo que ele criou.

Foi a 6 de Dezembro de 1185 que morreu El Rei D. Afonso Henriques

"Os altos promontórios o choraram
E do rio as águas saudosas
Os semeados campos alagaram
Com lágrimas correndo piedosas;
Com fama, suas obras valorosas
Que sempre no seu Reino chamarão:
Afonso, Afonso! - os ecos, mas em vão."
(Canto III, estância 84, Os Lusiadas)

sábado, 22 de setembro de 2007

Promotor BPI S.a.


Caríssimas e caríssimos amigos,

Serve o presente para vos informar que me tornei recentemente Promotor Externo do Banco BPI S.a..
Tenho como principal função, a angariação de novos clientes para o mesmo. Tem ainda a responsabilidade de potenciar um estreitamento de relações entre Cliente e Banco, eliminando assim algumas barreiras burocráticas que possam atrasar a conclusão de qualquer que seja o negócio com o Banco.

Assim, venho por este meio solicitar a vossa colaboração no sentido de, se pretenderem ou conheçam alguém que pretenda abrir uma conta, fazer um crédito ou simulação do mesmo, ou ainda qualquer outra questão relacionada com o Banco BPI, contactem-me que eu terei todo o gosto em vos encaminhar directamente de forma a serem alvo de um tratamento privilegiado e, sem qualquer compromisso.


Agradeço desde já a melhor atenção que vão dispensar a este assunto.


Melhores Cumprimentos
Nuno Leite
Tel. +351 913 063 216 / +351 962 826 307
leitenm@gmail.com

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Qual é a Geração Rasca?

A juventude de hoje, na faixa que vai até aos 20 anos, está perdida. E está perdida porque não conhece os grandes valores que orientaram os que hoje rondam os trinta. O grande choque, entre outros nessa conversa, foi quando lhe falei no Tom Sawyer. "Quem? ", perguntou ele.
Quem?! Ele não sabe quem é o Tom Sawyer! Meu Deus... Como é que ele consegue viver com ele mesmo? A própria música: "Tu que andas sempre descalço, Tom Sawyer, junto ao rio a passear, Tom Sawyer, mil amigos deixarás, aqui e além..." era para ele como o hino senegalês cantado em mandarim.
Claro que depois dessa surpresa, ocorreu-me que provavelmente ele não conhece outros ícones da juventude de outrora. O D'Artacão, esse herói canídeo, que estava apaixonado por uma caniche; Sebastien e Soleil, combatendo os terríveis Olmecs; Galáctica, que acalentava os sonhos dos jovens, com as suas naves triangulares; O Automan, com o seu Lamborghini que dava curvas a noventa graus; O mítico Homem da Atlântida, com o Patrick Duffy e as suas membranas no meio dos dedos; A Super Mulher, heroína que nos prendia à televisão só para a ver mudar de roupa (era às voltas, lembram-se?); O Barco do Amor, que apesar de agora reposto na Sic Radical, não é a mesma coisa. Naquela altura era actual... E para acabar a lista, a mais clássica de todas as séries, e que marcou mais gente numa só geração:
O Verão Azul. Ora bem, quem não conhece o Verão Azul merece morrer. Quem não chorou com a morte do velho Shanquete, não merece o ar que respira. Quem, meu Deus, não sabe assobiar a música do genérico, não anda cá a fazer nada.
Depois há toda uma série de situações pelas quais estes jovens não passaram, o que os torna fracos: Ele nunca subiu a uma árvore! E pior, nunca caiu de uma. É um mole. Ele não viveu a sua infância a sonhar que um dia ia ser duplo de cinema. Ele não se transformava num super-herói quando brincava com os amigos. Ele não fazia guerras de cartuchos, com os canudos que roubávamos nas obras e que depois personalizávamos.
Aliás, para ele é inconcebível que se vá a uma obra. Ele nunca roubou chocolates no Pingo-Doce. O Bate-pé para ele é marcar o ritmo de uma canção.
Confesso, senti-me velho...
Esta juventude de hoje está a crescer à frente de um computador. Tudo bem, por mim estão na boa, mas é que se houver uma situação de perigo real, em que tenham de fugir de algum sítio ou de alguma catástrofe, eles vão ficar à toa, à procura do comando da Playstation e a gritar pela Lara Croft.
Óbvio, nunca caíram quando eram mais novos. Nunca fizeram feridas, nunca andaram a fazer corridas de bicicleta uns contra os outros. Hoje, se um miúdo cai, está pelo menos dois dias no hospital, a levar pontos e fazer exames a possíveis infecções, e depois está dois meses em casa fazer tratamento a uma doença que lhe descobriram por ter caído. Doenças com nomes tipo "Moleculum infanticus", que não existiam antigamente.
No meu tempo, se um gajo dava um malho muitas vezes chamado de "terno" nem via se havia sangue, e se houvesse, não era nada que um bocado de terra espalhada por cima não estancasse.
Eu hoje já nem vejo as mães virem à rua buscar os putos pelas orelhas, porque eles estavam a jogar à bola com os ténis novos. Um gajo na altura aprendia a viver com o perigo. Havia uma hipótese real de se entrar na droga, de se engravidar uma miúda com 14 anos, de apanharmos tétano num prego enferrujado, de se ser raptado quando se apanhava boleia para ir para a praia. E sabíamos viver com isso. Não estamos cá? Não somos até a geração que possivelmente atinge objectivos maiores com menos idade? E ainda nos chamavam geração "rasca"...
Nós éramos mais a geração "à rasca", isso sim. Sempre à rasca de dinheiro, sempre à rasca para passar de ano, sempre à rasca para entrar na universidade, sempre à rasca para tirar a carta, para o pai emprestar o carro. Agora não falta nada aos putos.
Eu, para ter um mísero Spectrum 48K, tive que pedir à família toda para se juntar e para servir de presente de anos e Natal, tudo junto. Hoje, ele é Playstation, PC, telemóvel, portátil, Gameboy, tudo.
Claro, pede-se a um chavalo de 14 anos para dar uma volta de bicicleta e ele pergunta onde é que se mete a moeda, ou quantos bytes de RAM tem aquela versão da bicicleta.
Com tanta protecção que se quis dar à juventude de hoje, só se conseguiu que 8 em cada dez putos sejam cromos.
Antes, só havia um cromo por turma. Era o totó de óculos, que levava porrada de todos, que não podia jogar à bola e que não tinha namoradas.
É certo que depois veio a ser líder de algum partido, ou gerente de alguma empresa de computadores, mas não curtiu nada.
Texto da autoria de Nuno Markl

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

FC Porto, 1 - Sporting, 0



26-08-2007, Estádio do Dragão, Porto


O Sporting perdeu no Dragão por 1-0, na segunda jornada da Bwin Liga. O clássico no Porto foi decidido num pormenor, após um livre indirecto na área dos "leões" que deu o golo a Raul Meireles.


Da errada apreciação do árbitro Pedro Proença, entendendo o corte de Polga sobre Postiga como um atraso deliberado para o guarda-redes do Sporting, resultou o golo do FC Porto.


Paulo Bento promoveu uma alteração em relação ao jogo inaugural do campeonato, com Izmailov a render Vukcevic na posição de médio interior esquerdo. No lado do FC Porto, Jesualdo Ferreira debelou as dificuldades no ataque, com a entrada de Lisandro Lopez para o lugar de avançado, ficando o marrroquino Tarik e Quaresma no apoio ao ponta-de-lança. Manteve o 4x3x3, com Paulo Assunção, Meireles e Lucho, e com as subidas de Bosingwa pelo lado direito, os dragões ganhavam alguma superioridade em termos ofensivos.


Com o orgulho "ferido" após a derrota na Supertaça, o FC Porto tomou a iniciativa de jogo, e com pressão alta sobre a bola, exibiu maior tenacidade nas bolas divididas, encostando o Sporting à retaguarda.


Quaresma, numa deambulação bem ao seu jeito, atirou para defesa segura de Stojkovic, e pouco depois foi o marroquino Tarik a colocar em apuro a baliza dos "leões", falhando Raul Meireles o desvio, à boca da baliza.


O Sporting lidou bem com a pressão externa durante a semana, e entrou no Dragão muito concentrado em termos defensivos, mas os passes errados na transição foram condicionado o ataque à baliza do FC Porto. Ao minuto 28, numa falta inexistente sobre Lisandro, Quaresma voltou a mostrar grande inspiração nas bolas paradas, atirando à barra da baliza de Stojkovic.


O Sporting começou a soltar-se perto da meia hora, e foi da autoria de Moutinho o primeiro remate. Os "leões" evidenciaram pouca consistência para chegar ao último terço de terreno, mas nas poucas situações de que dispuseram, fizeram-no sempre com bastante perigo.


Na segunda parte, os "leões" entraram melhor no jogo, mas um livre indirecto na área do Sporting ao minuto 54, originou o golo que haveria de decidir o clássico. Animados com a vantagem, os portistas cresceram, mas o Sporting não desistiu e apertou o adversário, com maior disponibilidade e agressividade nas segundas bolas e com Vukcevic (Izmailov) em bom plano. Paulo Bento arriscou tudo a um quarto de hora do fim. Tirou os dois laterais – Abel e Ronny – e fez entrar Pereirinha, actuando mais recuado na direita, e Yannick Djaló para a frente de ataque.


Os "leões" tiveram uma grande situação para o empate a três minutos do termo do encontro, num remate de Derlei para defesa de Helton, mas Djaló não conseguiu emendar para golo. Fonte www.sporting.pt

Portugal não é só Futebol - Nélson Évora campeão do Mundo




O português Nélson Évora conquistou a medalha de ouro no triplo salto dos Campeonatos do Mundo de atletismo, que decorrem em Osaka, estabelecendo, no terceiro salto, um novo recorde nacional.


O atleta de 23 anos, do Benfica, bateu a concorrência com um salto de 17,74 metros, registo que lhe permitiu melhorar em 23 centímetros a sua antiga melhor marca (17,51), que datava de 21 de Julho de 2007, em Madrid.O brasileiro Jadel Gregório (17,59) e o norte-americano Walter Davis (17,33), detentor do título, ficaram na segunda e terceira posições, respectivamente. Fonte www.abola.pt